"Até que ela "desculpe, mas conheci outra pessoa". Aí descobri porque os humanos em geral dão preferência aos díspares (pessoa errada, os opostos, blablablá). Pura covardia. Você não escolhe a pessoa, mais um fim personalizado, de acordo com o que pode suportar. Os opostos se despedem mais facilmente. Falta de afinidade é independência. Não importa o que diz a matemática, nesse caso dois ímpares não formam um par. Em amores divergentes, o problema é de fácil solução: ela fica as edições de capa dura da Jane Austen, ele vai com toda série pirateada das "Brasileirinhas". E fim.
O brabo é ter colhões pra decidir quem fica com aquela temporada completa de "The O.C." ou aquela antologia do Bob Dylan que ambos pagaram alternadamente as prestações do cartão de crédito. Separações acontecem diariamente e quase ninguém nota, a não ser que os envolvidos são casais de sintonia fina, nações irmãs, quando você não consegue demarcar fronteiras. Esses estão em apuros, porque dia mais, dia menos, serão decepados um do outro ironicamente por aquilo que tinham em comum em primeira mão. Você já conhece todas as canções que ela quer te mostrar, então qual o propósito? Se o amor é previsível, a tarefa de surpreender fica para o fim."
O brabo é ter colhões pra decidir quem fica com aquela temporada completa de "The O.C." ou aquela antologia do Bob Dylan que ambos pagaram alternadamente as prestações do cartão de crédito. Separações acontecem diariamente e quase ninguém nota, a não ser que os envolvidos são casais de sintonia fina, nações irmãs, quando você não consegue demarcar fronteiras. Esses estão em apuros, porque dia mais, dia menos, serão decepados um do outro ironicamente por aquilo que tinham em comum em primeira mão. Você já conhece todas as canções que ela quer te mostrar, então qual o propósito? Se o amor é previsível, a tarefa de surpreender fica para o fim."
Gabito Nunes

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