"Mas você erra quando acha que alguém resolve um amor. O amor é que, se tivermos coragem pra deixar, resolve aos poucos a gente.”
Tati Bernardi
E a montanha russa não pára de dar voltas. Aliás, o mundo é que não pára de girar. De repente, em um único dia, se pode começar sentindo angústia, saudade, dor e ao passar das horas e da compreensão que vai surgindo, depois de uma bela conversa com alguém querido, a serenidade vem chegando, acompanhada de esperança, de leveza, de alivío, do sentimento de gratidão e, quem diria, de muito amor. Hoje alguém que me viu no banco no meio da semana, me perguntou se eu estava amando, porque tinha me visto bonita, mais nova e alegre. Eu ri e respondi que sim. Esse amor que chegou, na verdade que vem chegando, chega em forma de amor próprio. Não é preciso a existencia de um outro olhar pra me dar amor, nem de uma outra pessoa pra eu me sentir merecedora dele, nem a muleta de uma relação. Aqui está havendo amor daqueles mais puros. Amor por mim mesma, por quem eu sou, pelo quanto mudei, e se essa alegria e joviedade está tão aparente que até quem me vê na fila do banco nota, é tudo para mim. Não é egoísta, não entendam mal. É que o amor, que antes precisava de um outro pra existir, que quando me deixou causou dor e sofrimento, que já se faz quase 1 ano mas só agora me sinto pronta pra outra, que me fez aprender muito sobre mim e sobre relacionamentos, esse mesmo amor foi que me curou, mas foi a existencia desse sentimento, e não de alguém. Eu estou me amando e, consequentemente, claro, amando o mundo. Ando me arriscando mais, rindo mais, me aventurando mais, e não mais no exagero, na impulsividade ou no iracional. É uma calma que não quer dizer silêncio, é uma serenidade que não quer dizer lento, é um círculo que se fecha em si mesmo, pra voltar a continuar em um outro luping. Uma nova volta de 360º se aproxima e eu estou indo ao encontro dela, não há medo nenhum nisso.
A.P.