sexta-feira, 25 de julho de 2014

 
 
"Venha seu moço, mas pise nesse chão devagar.
Tenha paciência comigo, posso me assustar.
Não ande muito rápido nem me cobre demais, aprenda a me decifrar.
Sou menina mulher arisca, difícil domar.
Mas como gata desconfiada você fez eu me aproximar.
E do seu toque macio e lento me fez gostar.
Ando me esfregando em suas pernas, manhosa, querendo amar.
Como pode tanta mudança em tão pouco tempo causar?
São mistérios dessa vida, não vou me atrever a decifrar.
Mas você com seu jeito manso e dado me fez desarmar.
Tô ficando mal acostumada, querendo cafuné na hora de dormir e de acordar.
Seu moço cuidado comigo, vai que eu grudo e não quero mais soltar?
Sou bicho fiel e mulher de um homem só amar.
Arisca sei me defender, mas com você estou aprendendo a me dar.
Muito obrigada moço bonito, que veio lá do fundo do mar.
Ainda bem que com profundezas você está acostumado a lidar.
Porque rasa eu não sou, nem tente assim me tratar.
 
Cuidado no chão que você pisa, seu moço, é terreno guardado para amar."
 
A.P.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

 
 
"Quero você aqui, no meio das minhas coisas, meus livros, discos, filmes, minhas ideias, manias, suspiros, recortes. Respirando o mesmo ar e todas coisas que alimentam àquela nossa, tua, minha inesgotável saudade. Entra, não pergunte se pode ficar. Vem e fica. Vai e volta"
 
Gabito Nunes