quinta-feira, 30 de junho de 2011


"(...) Não posso mais emprestar mistério ao vazio, vida ao oco, esperança ao defunto, saliva ao seco. Não posso mais emprestar meus desejos para que pessoas se tornem desejáveis. E, finalmente, não posso mais inventar amor só para poder falar dele."

Tati Bernardi

segunda-feira, 27 de junho de 2011




"Estão todos olhando a moça passar. Falam de seu corpo, comentam seu mistério, disputam sua atenção. Mas se a moça olha, mudam de assunto, se a moça pede ajuda, ninguém escuta e se quiser companhia - coitada da moça! - vai continuar só. É assunto na academia, atrai olhares no trabalho e quando sai de noite também. Mas ela dorme sozinha e tem um vazio no peito que ninguém tem vontade de ocupar. A Menina tem um coração pesado que ninguém quer carregar. Quem olha de longe não percebe e quem não se aproximar nunca vai saber: a Menina gosta livros e Jazz, queria saber dançar, troca uma balada pra assitir a Orquestra, gosta de andar até as pernas reclamarem, tem preguiça de filme cult e vê pequenos detalhes onde os outros enxergam cotidiano. E, acima de tudo, está cansada de tanto assustar e afastar as pessoas, cansada de esperar vidas se resolverem por uma promessa de futuro e ficar pra trás mais uma vez. Quem vai cuidar da Menina triste? Quem vai levar de prêmio seu amor? Quem tem coragem de assumir o desafio e o coração pesado? Apostem suas moedas, esperem o próximo capítulo. Enquanto isso, a Menina também espera, e esperar dói."

Verônica Heiss

sábado, 25 de junho de 2011

Será que Ele sabe o quanto é difícil receber uma mensagem como essa, quase as sete horas da manhã?

"Quase não consigo dormir pensando em ti. É São João e eu me lembro do ultimo. Podemos não ter muitas lembranças juntos, mas eu poderia repetir o som da tua voz. Eu ainda lembro, nitidamente, do som do tua gargalhada, da tua voz de manhã, abafada, do teu "bom dia" sussurado ao pé do ouvido, do teu corpo se aproximando do meu, sem pedir nada. Eu me lembraria da cor da tua calcinha, de como eu prendia o deu cabelo em minhas mãos, do cheiro do teu pescoço por um instante. E eu lembro, a cada dia que amanhece, da falta que o teu "bom dia" me faz, do vazio que a ausência do teu "boa noite" me causa e, por mais que eu me arrependa e tente voltar atrás, nada será como antes. Você não me quer mais por perto, pedes pra que eu não te procure, e, embora eu tente respeitar teus desejos, a falta que tu faz é ainda maior. Não sei como dizer, mas eu te amo. E, embora isso hoje pouco importe, te sinto minha e te deixar ir ainda é uma difícil despedida."

sexta-feira, 24 de junho de 2011




Hoje, pensando naquelas palavras que começam com "im/n", como impossível, invisível, instável, incompreensível, e tantas outras eu me dei conta da palavra que talvez seja a minha predileta: improvavel. Ela tem um quê de surpresa, de fora do esperado, de algo que não cabe a previsão e ao controle, que foge de regras e conjecturas. Improvavel, em livre tradução, aquilo que escapa e que lhe surpreende.





Ps. Algo me diz que essa descoberta irá me render uma tatuagem nova.

quinta-feira, 16 de junho de 2011



"Poderia seguir meu sonho, mas não lembro dele essa manhã. Hoje acordei pra viver, levantar e seguir em frente. Porque a vida sempre pede um pouco mais da gente. Veja bem, a vida, não os outros. Hoje vou viver pra esperança, pra coisas bonitas e sorrisos largos. Mesmo que tudo dê pra trás. Hoje vou andar de mãos dadas com meu anjo da guarda e prometo me esforçar pra ser boa. Hoje vou viver na Terra cheia de Céu."

Vanessa Lombardi

terça-feira, 14 de junho de 2011




"Tem coisa que eu deixo passar. Não vale a pena. Tem gente que não vale a dor de cabeça. Tem coisa que não vale uma gastrite nervosa. Entende isso? Não vale. Não vale dor alguma, sacrifício algum."

Cazuza

sexta-feira, 10 de junho de 2011




"O que ela quer é falar de amor. Fazer cafuné, comprar presente, reservar hotel pra viagem, olhar estrela sem ter o que dizer. Quer tomar vinho e olhar nos olhos. Ela quer poder soprar o que mora dentro, o que não cabe, que voa inocente e suicida. Ela quer o que não tem nome. Quer rir sem saber de quê, passar horas sem notar, quer o silêncio e a falação. Ela quer bobagem. Quer o que não serve pra nada. Quer o desejo, que é menos comportado que a vontade. Ela quer o imprevisto, a surpresa, o coração disparado, o medo de ser bom. Quer música, barulho de e-mail na caixa, telefone tocando. Ela tem muito e quer mais. Quer sempre. Quer se cobrir de eternidade, quer o oxigênio do risco pra ficar sempre menina. Ela quer tremer as pernas, beijo no ponto de ônibus e a milésima primeira vez. Quer cor e som, lembrança de ontem, sorriso no canto da boca. Ela quer dar bandeira. Quer a alegria besta de quem não tem juízo. O que ela quer é tão simples. Só que ela não é desse mundo."

Cristiana Guerra

quinta-feira, 9 de junho de 2011




"Sempre fui sentimental e nunca levei adiante relações em que não estivesse emocionalmente envolvida, e por mais que eu pareça ser durona, é apenas fachada. Só eu sei o quanto já sonhei em ser uma princesa resgatada da torre de um castelo."

Martha Medeiros, em: Fora de Mim

terça-feira, 7 de junho de 2011




"Não tenho mais os olhos de menina, nem corpo adolescente, e a pele translúcida há muito se manchou. Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura agrandada pelos anos e o peso dos fardos bons ou ruins.(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.) O que te posso dar é mais que tudo o que perdi: dou-te os meus ganhos. A maturidade que consegue rir quando em outros tempos choraria, busca te agradar quando antigamente quereria apenas ser amada. Posso dar-te muito mais do que beleza e juventude agora: esses dourados anos me ensinaram a amar melhor, com mais paciência e não menos ardor, a entender-te se precisas, a aguardar-te quando vais, a dar-te regaço de amante e colo de amiga, e sobretudo força — que vem do aprendizado. Isso posso te dar: um mar antigo e confiável cujas marés — mesmo se fogem — retornam, cujas correntes ocultas não levam destroços mas o sonho interminável das sereias."

Lya Luft

sexta-feira, 3 de junho de 2011




“Mas não sou completa, não. Completa lembra realizada. Realizada é acabada. Acabada é o que não se renova a cada instante da vida e do mundo. Eu vivo me completando... mas falta um bocado”.

Clarice Lispector

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ver e Ouvir


"Se a voz da noite silenciar
raio de sol vai me levar
raio de sol vai lhe trazer"








To ouvindo Bethânia. Alguém sabe o que isso significa?



"Você se sente em casa dentro do seu corpo? Muitos não passam de hóspedes de si mesmos… Estar em paz é aceitar serenamente que você não tem munição suficiente para levar todos os seus planos adiante e não possui um exército que diga amém para todos os seus delírios. Você está só e é um sujeito heróico dentro do possível. Costuma ir à luta por um emprego, por um amor, por grana, por objetivos razoáveis e quando não dá certo, não dá. E quando erra, paciência, e quando acerta, oba, e quando está cansado, se recolhe, e quando está triste, chora. E quando está alegre, vibra, e quando enxerga longe, vai em frente, e quando a visão embaça, freia. E quando está sozinho, chama, e quando quer continar sozinho, não chama. Primeiro passo para a paz: reconciliar-se consigo próprio. É o que a gente pode fazer de mais concreto, por mais abstrato que pareça."

Martha Medeiros

quarta-feira, 1 de junho de 2011




"O caminho que eu escolhi é o do amor, não importam as dores, as angústias nem as decepções que vou ter que encarar, escolhi ser verdadeiro. No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso, não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem; eu sou aquela pessoa que acredita no bem, que vive no bem e que anseia o bem. Por isso, não estranhe se eu te abraçar bem apertado, mesmo que seja só em pensamento, se eu me emocionar com a sua história, se eu chorar junto com você, afinal de contas, somos gente e gente que fez a opção pelo bem. É assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver...viver com emoção...com verdade."

Do Pe. Fábio de Melo ou do Paulo Roberto Gaefek.