segunda-feira, 30 de janeiro de 2012




“Escolha, entre todas as escolhas que tiveres, aquela que seu coração mais gostar, e persiga-a até o fim do mundo. Mesmo que ninguém compreenda, como se fosse um combate. Um bom combate, o melhor de todos, o único que vale a pena. O resto é engano, minha filha, é perdição.”

Caio Fernando Abreu

domingo, 29 de janeiro de 2012



Cade?
Onde é que está?
Deve estar em algum lugar.
Mas onde?
Já procurei em todas as gavetas, prateleiras, baús e armários. Já procurei em baixo da cama e entre os lençois. Já procurei e nada.
Cade aquele botão, discreto e quase imperceptível? Aquele azul, pequeno e camuflado?
Aquele botão que serve para apagar tudo e começar de novo. Aquele que zera e entrega uma página em branco. Aquele que faz deletar o que passou e, melhor, não esperar pelo que virá. Cade aquele botão que deve estar em algum lugar de mim para me ajudar a olhar pra frente sem busca, sem expectativas, sem mágoas ou desilusão. Simplesmente nova, como quem nada procura, quem nada quer. Como quem já tem tudo o que precisa: Deus, família, amigos, trabalho e vodka. Como quem não precisa olhar para fora e não tem curiosidade sobre o que existe dobrando a esquina. Como quem simplesmente vive e deixou o futuro a cargo de alguém bem mais sábio e experiente.
Cade o botão que me desligaria de todo o resto e faria o viver apenas uma conta matemática de um dia depois do outro, com uma noite no meio, cheio de obrigações, direitos e deveres, mais prático e menos idealista, romantico e esperançoso, que me faria viver sem esperar por um amor ou por uma promessa dele, ao menos?
Nesse caso o amor seria o ultimo integrante da operação, a esquecida, deixada de lado, rebaixada a quinta divisão do grupo de acesso. O amor seria uma lembrança distante, como um vento que trás um perfume conhecido mas que não nos lembra de onde. O amor estaria camuflado no carinho dos amigos, na amizade com minha mãe, em novos hábitos familiares, na aproximação ao meu irmão, nos amigos de longo data reencontrados, no porre esporádito em uma festa qualquer e na paquera efêmera com o segurança mais bonito. O amor seria carta fora do baralho, como um coringa que se tira para poder começar o jogo. O amor seria a possibilidade de viver sem ele, sem esperar por ele, sem querer ele, sem sonhar com ele, sem contar com ele.

Cade o botão que desliga a necessidade de amar, de sentir-se amada, de existir habitando o olhar do outro? Cade o botão que faz tudo isso parecer desnecessário e possível de viver sem? Eu preciso encontrá-lo, em algum lugar. Para que viver, ao menos pelos próximos meses, seja menos esperançoso. Quem diria. Estou pedindo menos esperança, menos fé que algo/alguém apareça e faça tudo ter valido a pena, não ter sido em vão, me reconheça como um extrangeiro que reconhece sua casa.

Eu quero viver sem esperar por isso.

Cade o botão?

A.P.

sábado, 28 de janeiro de 2012



"Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."

José Saramago

terça-feira, 24 de janeiro de 2012




"Porque eu só preciso de pés livres, de mãos dadas, e de olhos bem abertos"

João Guimarães Rosa

sábado, 21 de janeiro de 2012




"O que dói em você, pouco me importa.
Eu não cavei teus abismos de mim.
Fui teu abrigo, teu barco
e lua cheia iluminando caminho.
Você escureceu nosso afeto,
você minou nosso rio.
Pra eu ficar, só precisava do seu toque agasalho
você me deu esse punhado de frio.

Marla de Queiroz

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012




"Guardo o meu amor por dentro. É precioso. Pensar nele faz com que eu tenha vontade de cuidar de mim mesmo, então é bom. Guardando, guardando, feito joia. Precioso, delicado. As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa."

Caio Fernando Abreu

domingo, 15 de janeiro de 2012




"Que em 2012 as pessoas cuidem mais de suas vidas, guardem a indelicadeza no bolso, leiam mais, amem mais e escrevam corretamente."
Clarissa Corrêa.

“Quando janeiro vier, de tão azul, o céu parecerá pintado. E que seja doce!”
Caio Fernando Abreu.

"Primeiro me amar, depois me amar, depois me amar de novo, pra depois amar alguém."
Autor desconhecido