“A garota está misturada aos meus travesseiros, tem a pele cálida do aconchego e ronca musicalmente. Os lábios entreabertos feito criança, aos borbotões. Eu me aclimato no meu próprio colchão, barganho um pouco do meu próprio edredom, e deixo escapar um aceno de carinho beijando a moleira de Juliete. Sua franja está com cheiro de sexo. Num gesto inato e sonolento, ela se encaixa no meu peito, aos gemidinhos. (Durma bem meu amor, eu falo, mudo. E aí vou até às cinco da manhã olhando para o teto escuro onde fui amarrar meu burro.)”
Gabito Nunes

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